Textos de Reflexão

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Textos Reflexão

Chamados e Enviados à Vinha do Senhor

Esta parábola está emoldurada pelo dito de Jesus: “Muitos que são primeiros serão últimos, e muitos que são últimos serão primeiros”. (Mt, 19,30; 20,16). Quer também responder à pergunta de Pedro: “Olha! Nos deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber?” (Mt 19,27). Este questionamento levantado pelo apostolo pode parecer, num primeiro momento, uma pretensão de querer colocar condições para o seguimento. Mas, na verdade, o evangelista deseja penas chamar a atenção para as conseqüências de uma decisão tomada.

A parábola expressa a generosidade de Deus que acolhe em seu Reino os trabalhadores que chegam por último no serviço da vinha. Mateus apresenta a desconcertante bondade do Senhor que não paga seus operários de acordo com o tempo de trabalho ou serviço realizado, mas age com generosidade e misericórdia. Mostra que o Reino não é algo que se compra ou que se merece. Ele é puro dom, é pura misericórdia. A vocação, também os da primeira hora, sempre é iniciativa da bondade de Deus. O esforço humano consiste apenas na gratuidade, ou seja, na disponibilidade para acolher o dom, sem nenhuma pretensão.

A realidade da vinha hoje se identifica com o conjunto da sociedade intoxicada pelo neoliberalismo e aponta para os desafios e a carência de trabalhadores na missão evangelizadora. Recorda-nos a imensa vinha a espera de trabalhadores corajosos, jovens e adultos, urbanos e rurais, que testemunhem e anunciem o reino.

A parábola deixa bem claro que a iniciativa do chamado à santidade é sempre de Deus. Neste sentido ela coincide com a dinâmica vocacional que aparece em toda a Bíblia. Em sua pedagogia o Senhor da messe vai ao encontro das pessoas, lá onde elas se encontram, e ali as convoca para o trabalho da vinha. Ele esta sempre chamando: a qualquer hora e em todo o lugar. Tem também um jeito próprio de Jesus chamar e convocar. Por essa razão, os trabalhadores aceitam o chamamento e não recusam a proposta.

O texto mostra ainda que cada vocacionado ou vocacionada tem seu tempo, a sua hora. Muitas vezes a resposta é dada sem que se saiba muito bem o que é preciso fazer. A missão só vai ficando evidente a partir do momento em que a pessoa começa a responder ao chamado. Somente quando se entra na vinha é que se começa a saber o que precisa ser feito e o que se deve fazer.

A santidade dos trabalhadores da vinha

No horizonte proposto pela parábola, a santidade é compreendida como acolhida do chamado e disponibilidade para a missão. O trabalho na vinha expressa a adesão e compromisso dos seguidores de Jesus com a evangelização. A parábola, com a expressão “Ide .. .para” (Mt 20,4.7), quer ressaltar a dimensão missionária da vocação cristã. Neste contexto a santidade se manifesta na militância dos operários que assumem a missão com seus desafios, atentos ao imperativo do mestre: “Sede perfeitos como vosso pai celeste é perfeito”. (Mt 5, 48)

Jesus alerta a todos os vocacionados e vocacionadas que o importante não é o tempo ou a quantidade de trabalho, mas o amor e a disposição para servir na vinha. Diante de Deus tem mais valor o espírito com o qual se cumpre a missão do que os resultados imediatos. Mais do que a produtividade e o lucro, Jesus pede frutos bons que permaneçam. Intereça a disponibilidade dos chamados para realizar a tarefa da evangelização. Hoje, o seguimento e a santidade consistem em atualizar a mensagem de Jesus nas novas circunstâncias históricas marcadas pela globalização.

O chamado se dá na gratuidade e no amor. A resposta dos convidados ou dos que aceitam trabalhar na vinha parece significar uma total dedicação e liberdade no seguimento de Jesus. As diferentes horas também equivalem aos diferentes serviços. As diferentes horas também equivalem aos diferentes serviços. As diversas funções na comunidade e o rendimento não criam situações de privilegio nem são fontes de mérito, pois o serviço é apenas resposta ao chamado. A convocação espera uma resposta desinteressada, O sentimento do próprio mérito produz descontentamento e divisão (Mt 20, 11-15). Na comunidade não se trabalha no desejo de recompensa, mas de forma espontânea e com a vontade de servir às outras pessoas. (Mt 5, 7-9)

Colher onde não se Planta

Um costume persistente nos leva a escutar a Palavra de Deus como uma mensagem que nos diz o que temos que fazer. Tudo muda radicalmente quando descobrimos que a Palavra de Deus é mais que isso, é um profundo percrustar do nosso coração, que não nos diz tanto o que temos que fazer, quanto nos fala de quem somos e o que está no nosso coração.

È isso o que quer dizer Jesus quando nos contou a parábola dos talentos.

Quando repassamos o texto desde esta óptica, nos daremos conta que Jesus nos diz que podemos ter duas atitudes frente ao dom da vida que Deus colocou em nossas mãos: ter confiança ou medo. E só uma dessas atitudes nos assegura a participação na festa da vida.

Colher onde não se planta é a mensagem que o texto quer nos inspirar. Recordemos que a inspiração é o estado em que a alma está sob a influência uma força sobrenatural. Convido-as que considerem através desta mensagem, tomada do texto que acabamos de proclamar, o Deus quer nos falar durante estes dias e colocar-nos sob o influxo do seu alento divino.

Desde um olhar de fé, entendemos que a vocação é o argumento básico de nossa historia pessoal. A vocação não é o que faço bem ou o que eu gosto, nem mesmo o que me realiza na vida. A vocação é esse mistério essencial que se encontra no coração de cada um e cada uma, que lhe confere singularidade. Mistério que oculta o som das palavras originalíssimas com que Deus nos chamou à vida. Mistério que insiste por ser vivido, por expressar-se até chegar a se converter em uma sinfonia esse tema calado e imperceptível que Deus gravou suavemente no coração, antes mesmo de nascer.

Nossa vocação é o mistério pelo qual Deus, no segredo do nosso coração, segue soprando seu alento divino sobre a criação. Por isso que a semente tem sido a melhor metáfora para falar da vocação, porque toda semente esconde em segredo sua autêntica historia.

Contudo hoje cremos que nossa verdadeira historia foi arrebatada. No atual momento cultural, cujos acentos estão colocados na auto-realização e a manipulação tecnológica de tudo, o caráter sagrado e misterioso da vida empobreceu notavelmente. Como humanidade, temos a impressão de haver penetrado a natureza dos fenômenos físicos, biológicos, sociais, psicológicos e espirituais. Cremos conhecer os enigmas e seus processos, de modo que, quando algo anda mal, a questão é enviá-lo à "oficina para concertos", sob o cuidado dos "espertos", para que todo volte a funcionar bem. Caso isto não seja possível, significa dizer que já não serve mais e que se deve mudar, seja coisa ou relações entre as pessoas.

Diante dessa situação, não duvidamos em afirmar que estamos nas antípodas, nos opostos, com sérias dificuldades para conectar minimamente a questão vocacional como dimensão sagrada da vida, menos ainda com a inspiração fecunda do sopro divino.

Aqui é onde a parábola dos talentos cobra todo seu sentido. Ler como um sondar do nosso coração, como um reconhecimento da confiança que pode nos levar a investir nossa vida sem temor, arriscando com audácia nosso capital ou do medo que nos leva a protegê-la prudentemente para preservá-la dos riscos. Essa é a alternativa: risco ou prudência, fecundidade ou negligência, fidelidade ou desconfiança.

A parábola dos talentos nos recorda que servimos a um Senhor muito original, a um que colhe onde não planta e recolhe onde não há debulhado, a um que é capaz de tirar um universo da manga... Por isso, Ele não espera que a colheita provenha de um trabalho laborioso e diligente da nossa parte. Com Ele a colheita está assegurada.

O Senhor ao qual servimos espera que a colheita provenha de um ato de fé e confiança nele. A parábola dos talentos quer recordar-nos que plantar é muito mais um ato de esperança do que de cálculo planificado; de audácia que de prudência; de desejos de se ariscar que de necessidade de se proteger; de se descentrar que de se auto-realizar. Daí provém a genuína fecundidade.

Todas as que estamos aqui, viemos convocadas pela nossa comum vocação de mulheres, consagradas e Agostinianas Missionárias. Temos nossas esperanças colocadas em muitas coisas que gostaríamos de colher. Podemos estar tranqüilas, para nós, crentes, plantar e colher são sinônimos, porque nosso Deus colhe onde não há semeado. No segredo do nosso coração, aninha um chamado vocacional, é o fecundo sopro divino que segue inspirando toda a criação. Por isso, com toda confiança, podemos pintar nossa cara com a cor da esperança para tentar um futuro com o segredo do coração.

Deus Convoca Colaboradores

Quando pegamos a Bíblia e começamos a ler, notamos que, desde o princípio, ela nos apresenta um Deus muito ocupado com o seu povo. Um povo que necessita encontrar o caminho da libertação tanto o caminho pessoal como o de grupo. E um povo que precisa ser resgatado das próprias amarras ou das amarras que lhes foram atadas pelos dominadores.

Sabemos que o nosso Deus poderia realizar esta ação sozinho porém, tudo indica que Ele sempre quis que o ser humano entrasse em ação, claro que, sempre de mãos dadas com Ele. E que, com esta ajuda, reconhecesse que estava amarrado e encontrasse o caminho de saída.

Mas, sempre colocou entre Ele e os necessitados de ajuda, alguns mediadores como foram: Abraão, Moisés, Gedeão, várias mulheres e.. .a uma determinada fase deste processo de resgate, enviou o seu próprio Filho, Jesus.

E o que fez Jesus? No início de sua vida missionária, logo, logo, começou a convocar seguidores para estarem com Ele e para anunciar a Boa Notícia (Mc. 1,16-20; Mt. 4, 18- 22; Lc.5,1-11; Mc. 2,13-17; Mt.9,9-13; Lc. 5,27-32). Estes discípulos acompanhavam a Jesus em suas andanças missionárias. Ele falava sobre o seu Pai que é Pai de todos nós, libertava aqueles que estavam possuídos pelos maus espíritos, perdoava os pecados, anunciava a todos uma vida nova.

Nós, as Agostinianas Missionárias, nos sentimos chamadas a ser sinal de sua presença em muitos lugares.

E queremos dizer a você, que Deus continua buscando colaboradores para realizar o seu projeto de amor em toda a criação. Ele quer fazer visível, através de seus, suas seguidoras, o seu grande Amor, a sua Bondade, a sua Misericórdia.

Se você quiser conhecer um pouquinho mais sobre a nossa maneira de seguir a Jesus, entre em contato conosco.

Ir. Ângela Cecilia Traldi

Disponível Como Argila

“O Senhor Deus plasmou o homem como o pó da terra” (Gen 2,7)

Eu, naquele entardecer da criação, senti passos no jardim. Era ele o SENHOR DA CRIAÇÃO. Acontece que, nesse entardecer, ele parou, inclinou-se, - com um olhar carregado de amor. E, de repente, juntou-me do chão a mim, pobre e pequeno punhado de terra, e ficou a me olhar pensativo. Remexeu-me longamente... longamente... com todo carinho!

E então, começou a me amassar: primeiro, retirou de mim uma porção de impurezas que o atrapalhavam: pedrinhas, pedacinhos de pau, ciscos. E eu fui ficando terra pura, do seu gosto. Fez ainda outras operações, que eu não compreendia, nem poderia compreender: “Pode, por acaso, um vaso dizer ao oleiro: ‘eu entendo disso mais do que você.’?” (Is 29,16).

Eu nada perguntei. Oferecia simplesmente o meu ser em disponibilidade de amor. Deixava-me trabalhar. Deixava que ele me fizesse. Porque eu sabia que era obra sua e que ele transformava com amor.

De fato, fui tomando forma. Uma forma à maneira sua, à sua imagem! Pra que haveria eu de servir no futuro? Eu não o sabia. “Como argila nas mãos de um oleiro assim estava eu em suas mãos” (Je 18,6). E fui me tornando obra de Deus! “E ele, aplicava seu coração em aperfeiçoar-me, pondo cuidado vigilante em tornar-me belo e perfeito” (Eclo 38,31).

Depois veio uma etapa difícil. Porque foi um forno superaquecido que ao barro veio dar força e consistência. É o calor e o valor de minha vida que leva a bom termo a obra de suas mãos, o SENHOR CRIADOR. A cada vaso muito querido, ele dá contornos de eternidade. Então, comecei a olhar em torno de mim. E descobri outros vasos que suas mãos hábeis e cheias de amor haviam amassado e modelado artisticamente. Sem cansar-me, dava ele mais outra demão àqueles que não haviam saído bem. Cada um tinha sua forma e sua cor, sem dúvida, isso conforme à sua destinação no mundo. Mas, do mais humilde ao mais rico, todos eram lindos, todos bem feitos. Ele nos tinha feito como ele bem queria...

“Pode, por ventura, um vaso perguntar ao oleiro: por que me fizeste assim? Não tem o oleiro poder sobre o barro para fazer da mesma argila um vaso de uso nobre e outro de uso vulgar?” (Rom 9,20,21).

Ó OLEIRO DIVINO, CRIADOR E PAI, permite que se cumpra em mim a obra que começaste. Seja meu projeto o teu projeto sobre mim!

Fui, Sou e Sempre Serei Chamado

Existe um Deus que me ama.

Este Deus que me ama, me chama... Sempre!

E chama a mim e a todos os seres vivos, para que

respondamos, cada um do seu jeito e com seus limites.

mas, responder é a nossa vocação primeira.

Fui chamado a ser,

fui chamado a viver,

a conviver,

a crescer,

a compreender,

a servir,

a criar, a ajudar a criar o mundo.

E milhares, a quase totalidade, são chamados

a procriar vidas no amor.

Fui e sou constantemente chamado afazer escolhas.

Sou chamado a partilhar,

a construir,

a aperfeiçoar vidas e coisas,

e crer em Deus, no homem e no futuro,

a ser perfeito e a buscar o melhor em tudo:

não para mim e sim para toda a comunidade.

Fui, sou e sempre serei chamado

à santidade,

à pureza e à esperança.

Fui, sou e permaneço chamado a ser Igreja,

a fazer a historia

e a viver o martírio do cotidiano.

Talvez seja, um dia, chamado ao martírio de sangue,

mas esta é uma graça que Deus dá a poucos.

O meu, talvez, será o martírio de cada dia.

Serei, sem dúvida alguma,

num tempo que pode ser hoje,

chamado a morrer, aqui na terra,

mas não serei chamado a voltar ao nada.

O Deus que me chama e me ama,

como último ato de sua vontade infinita,

há de me chamar à ressurreição,

na luz de sua luz.

chamado a ser,

chamado a nascer,

chamado a viver,

e chamado a ressuscitar,

para “ser” eternamente com ele!

É a minha vocação!

E a vocação de cada um!

Pe. Zezinho.

O Menino e o Anjo

Feliz, mas cansado, o menino contemplava extasiado, aquele mundo que se descortinava atrás do muro que acabara de escalar.
 

Estátuas, grandes pedras, blocos de mármore e um homem sério e aplicado. Em suas mãos um martelo e um cinzel. O menino olhava encantado tudo aquilo e observava o homem que com seu martelo e cinzel golpeava, ora devagar, ora mais energicamente, o bloco de mármore.

O menino não conteve a sua curiosidade e perguntou repentinamente:

— “O que o Senhor está fazendo?”

— “Meu filho, — respondeu calmamente o escultor — volte daqui a dois meses e verás”.

Dois meses foram dois séculos para o impaciente menino!

Enquanto isto o escultor continuou trabalhando lentamente, tirando pedaços de mármore, alisando, polindo para que surgisse, daquele bloco de mármore, a imagem sonhada. Todo cuidado era pouco, pois um golpe em falso, uma martelada mais forte, uma cinzelada fora do lugar poderia arruinar toda a obra.

Cada movimento era estudado, cada particular contemplado.

Quando o menino surgiu novamente em cima do muro, no lugar do bloco de mármore estava uma linda estátua de um Anjo.

—“Onde o Senhor foi buscar isto?” — perguntou o menino.

—“Ela estava dentro do bloco de mármore” — respondeu sorrindo, o escultor.

DENTRO DE CADA SER HUMANO HÁ UM ANJO

BASTA DESCOBRÍ-LO, COM TRABALHO CUIDADOSO E COM AMOR.

APROFUNDANDO A PARABOLA

1. “Enquanto isto o escultor continuou trabalhando lentamente, tirando pedaços de mármore, alisando, polindo para que surgisse daquele bloco a imagem sonhada”

Jr. 18, 1—6 Jo. 15, 1—9

Refletir as semelhanças entre os textos bíblicos e esta parábola.

2. Você acha que podemos ser muitas vezes, este bloco de mármore? Comente.

3. “Ela estava dentro do bloco de mármore...”

Quais são as qualidades que dentro de você ainda estão precisando “trabalho cuidadoso” para se tornarem imagem?

4. Quais são os dons que você já conseguiu transformar em imagem?

5. Como costuma reagir quando percebe que precisa mudar, trabalhar-se para crescer a serviço do Reino de Jesus? Costuma fechar-se em aborrecimentos ou empenha-se para se colocar em ritmo de crescimento?

6. Recorde um pouco os acontecimentos de sua vida onde você nota Deus realizando “uma poda” para o seu crescimento.

Pessoas são Dons!

Dirigentes:

Cristo também pensava assim...

Pai, quero que aqueles que me deste estejam comigo... guarda-os

Que sejam um como nós somos UM (Jo 17)

Eu também quero pensar assim!

 

Leitor 1:

Pessoas são DONS, presentes que o Pai me manda embrulhadas.

Umas são PRESENTES que vêm num embrulho bonito,

São atraentes, chamam a atenção...

Pela beleza da aparência!

 

Leitor 2:

Outras

vêm em embrulho bem comum,

Outras ainda, chegam machucadas do correio...

De vez em quando, chega uma registrada.

 

Leitor 1:

Umas,

são presentes que vêm em invólucros fáceis.

Outras, são difíceis de tirar a embalagem...

Porém... a embalagem também é presente!

É fácil cometer um engano!... um erro!

 

Leitor 2:

Às

vezes, o presente não é muito fácil de abrir.

Precisa-se de ajuda de outras pessoas!

Será por medo?... insegurança?... ódio?

Quantas vezes o PRESENTE é jogado fora!

 

Todos:

Eu

também sou uma PESSOA... por conseguinte sou um PRESENTE!

Um PRESENTE a mim mesmo antes de tudo!

O Pai deu-me a mim mesmo!

 

Leitor 1:

Será

que já olhei para dentro de mim mesmo?...

Para dentro de minha própria embalagem?...

Talvez nunca tenha aparecido bem o PRESENTE QUE SOU!

Pode ser que dentro da embalagem exista algo diferente do que eu

penso!

 

Leitor 2:

Talvez

nunca apreciei, nem compreendi o PRESENTE que sou!

O PRESENTE MARAVILHOSO QUE SOU!

Será que o Pai faz coisas que não são maravilhosas?

Eu "adoro" os presentes que aqueles que amam dão a mim!

 

Todos:

Por

que não amo o PRESENTE, a PESSOA que sou?

A pessoa que o Pai especialmente criou?

Sou UM PRESENTE às outras PESSOAS?

Estou pronto para ser dado aos outros?

 

Leitor 1:

Sei

ser PRESENTE. a PESSOA que sou?

Será que as pessoas tem que ficar contentes só com a embalagem?

Será que nunca gozarão do presente?

 

Leitor 2:

CADA

ENCONTRO DE PESSOAS É UMA TROCA DE PRESENTES!

Dom sem doador, não é mais um DOM.

Somos dons de Deus uns aos outros!

 

Todos:

Pessoas são DONS, dons recebidos e DONS dados.

CONVIVER... é ser DOM para os outros!

Portanto... é preciso SER PRESENTE;

 

PRESENTE

 que causa

ALEGRIA

 que transmite VIDA

 que vive o AMOR.

Toma Sua Cruz e Segue-me!

Em poucas palavras gostaria de expressar o significado desse convite de Jesus para mim.
 

O simbologismo da cruz na minha vida cristã é muito forte, pois a cruz não é meramente um símbolo como outro qualquer, mas é uma realidade vivida por Jesus Cristo, que se atualiza diariamente através de inúmeros irmãos sofredores que em meio à dor e o desespero, encontram forças e irradiam sinais de ressurreição. A cruz é uma realidade fascinante, pois diante de tanto sofrimento de que padece a humanidade, a vida sempre ressurge, assim como Jesus ressurgiu de entre os mortos.

Na ocasião da minha missa de envio para a missão de Mapinhane - Moçambique, vivi um momento muito significativo: ao entregar-me a cruz, Ir. Angela disse-me: “Em África você irá encontrar muitos sinais de crucificação e também de ressurreição e se sentirá crucificada em alguns momentos e ressuscitada em outros”. Confesso que essas palavras me ajudaram a abraçar a missão com mais fervor e confiança.

Hoje, depois de passados alguns poucos meses em Mapinhane, posso dizer que esse encontro com Jesus crucificado e ressuscitado é constante. Misturam-se sentimentos de impotência e vitória diante das situações presenciadas e vividas.

Cristo é crucificado em Mapinhane quando os jovens se deixam escravizar pelas drogas, pelo alcoolismo, pela busca desenfreada de sexo (e em consequência são vitimados com o contágio do SIDA); quando as meninas-mães interrompem os estudos e a própria adolescência para assumir a maternidade precoce, quando é vedado às crianças e até mesmo aos jovens o direito a educação devido à falta de escola para todos, quando a guerra continua presente disfarçada em preconceitos, dominação, falta de assistência médica, etc...

Cristo é ressuscitado em Mapinhane quando a solidariedade se toma visível, quando professores e alunos se esforçam por fazer uma educação consciente; quando os jovens se preocupam em buscar juntos uma formação saudável, humana e cristã, através de grupos de jovens, da participação ativa na comunidade, das atividades desportivas, recreativas e culturais, quando a equipe missionária presente em Mapinhane consegue refletir o amor e a misericórdia de Jesus através da presença e do apoio diário, quando em meio a situações difíceis vividas por famílias, a comunidade se une e mobiliza para ser apoio espiritual e material, etc...

Acredito que “tomar a cruz” é “tomar-se nas mãos” e estar consciente da e na realidade em que vivo no momento e assim, estar sempre disponível e preparada para irradiar a mensagem da cruz de Cristo que é reconhecimento e superação dos limites humanos e a relação de dependência entre o homem e Deus. Depender de Jesus é ter o ardente desejo de segui-lo livremente e nesse seguimento, identificar-se cada vez mais com Ele.

Ir. Lenice Echamendi

“A cruz de Jesus é o exemplo de uma dolorosa jornada de trabalho. Sua ressurreição é a recompensa por essa jornada.

Na cruz Ele nos mostra como temos de suportar o sofrimento. Na ressurreição Ele nos mostra como temos de ter esperança”.

Santo Agostinho

Um Caminho a Construir

Viver é caminhar

Porque a vida é um caminho a percorrer.

Um único caminho;

Caminho cheio de surpresas,

de encantos, de belezas,

dificuldades, riscos.

E nós mesmos construímos o

caminho a percorrer.

Não sozinhos. Mas com aquele

que caminha ao nosso lado.

Partilhando das mesmas surpresas

e peripécias do caminho.

É um caminho às vezes penoso

a construir:

espinhos para arrancar, árvores

para derrubar, ervas e cipós para destruir,

pedras e barreiras para afastar, rochas para explodir,

barrancos e morros para aplainar,

valos e buracos para fechar.

Não é fácil construir o caminho da vida.

Não é fácil construir o próprio caminho.

Muito mais simples é andar de carona.

Muito mais simples é andar pelo caminho que os outros já construíram.

Muito mais simples é ignorar as árvores, os cipós, as pedras. as rochas, os valos, os monos, e passar por cima, por baixo, pelos lados, por onde der, deixando aos outros o trabalho de derrubar e construir.

Nada mais simples do que “esperar acontecer”.

Porém, nada menos digno,

nada menos humano,

nada menos cristão.

Andar na carona dos outros não é viver.

Se tu estás ignorando as barreiras do caminho.

Se tu estás deixando aos outros o trabalho de construir

Se tu, simplesmente estás andando pelo caminho que os outros construíram, tu estás passando pela vida sem viver, sem deixar marcas no caminho... tu estás deixando de SER.

É preciso coragem para ser.

Coragem para assumir o risco de ser homem, o risco de viver, o risco de construir o caminho, o risco de SER!

Coragem para derrubar as barreiras do ódio, da violência, da injustiça, da opressão.

Coragem para dinamitar as rochas do egoísmo, da miséria, da escravidão. Coragem para construir um caminho novo, um caminho único, onde possas ser tu, eu possa ser eu, ele possa ser ele, nós possamos ser nós, para que tu, ele e eu possamos ser mais de Deus.

Este é o caminho a construir!

Caminho diferente, único caminho que nos levará até o fim:

O caminho do amor, da paz, da justiça, do engajamento, da luta do dia-a-dia, do serviço, da esperança, da comunhão, da coragem de ser homem, da coragem de ser cristão!

 

 

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